quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!



Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.

O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência. Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.

Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.

Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.

Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):

... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ...

Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.

É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.

Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.

Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.

O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.

Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim. 4

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

HOMEM


Homem é bom, amar é bom, mas homens não sabem se cuidar, homens não cuidam, homens precisam ser cuidados e poupados, porque quando as mulheres não são eficientes, os homens morrem ou fracassam. Quando os homens morrem - continua a lógica - as mulheres ficam sozinhas, e isso é ruim porque eles saõ indispensáveis.....

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Numa moldura simples e clara...Sou aquilo que se vê.....


Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção...
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movida por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência...
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos,
Eu e minha alma...
Sua incerteza me fere,
Mas não me mata...
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes...
Não me fale de nuvens,
Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças,
Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional...
Não exija prazos e datas,
Eu sou eterna e atemporal...
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional...
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem...
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno,
Você não me vê,
Mas me sente...
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no meu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou começo e fim..."

Solidão...

Solidão não é a falata de gente para conversar,namorar, passear ou fazer sexo....
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntári que a gente se impõe, às vezer, para realianhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro invonluntário que o destino nos impõecompulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
Isto é um principio da natureza.
Solid~~ao não é o vaziu de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão por nossa alma


FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA

segunda-feira, 21 de setembro de 2009


" Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer
Sexo frágil,não foge à luta
E nem só de cama vive a mulher
Por isso não provoque
É cor de rosa choque "

Rita Lee

sábado, 12 de setembro de 2009

As tristezas da vida...


Todos temos tristezas, que podem ser coisas simples, como uma decepçãozinha caseira de manhã, como uma grande traição pela pessoa amada ou de alguém que você gosta tanto. A infelizmente não é justa e não adianta você pensar que ela precisa ser... lembre-se que neste mundo estamos todos em uma grande selva, onde precisamos literalmente lutar pelo nosso lugar, sustendo e sobrevivência... a vida é assim...

A vida é cheia de problemas diários, dúvidas, decepções, chateações... tudo resume-se em fatos tristes que podem nos colocar para baixo... é a vida...

Algumas tristezas são necessárias para que possamos chorar e nos libertar dessa tristeza ou momento ruim... o choro nos liberta... o choro nos dá um grande alívio para alguns problemas... então, eu choro sempre que preciso... não sei quando devo, mas acontece...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

*Anônio Cicero - Poeta brasileiro

"Não sei bem onde foi que me perdi;
talves nem tenha me perdido mesmo,
mas como é estranho pensar que isso aqui
fosse o meu destino desde o começo."*
do livro A Cidade e os Livros